O profissional de saúde hoje tem as melhores intenções em relação ao combate a obesidade, todos devem ficar cientes com o cenário atual da epidemia da obesidade e do ambiente altamente obesogênico.
A obesidade é um problema em todo mundo, pois leva á várias patologias, ela é a grande responsável pelo aumento da mortalidade cardiovascular e a morbidade. Ela também é fator de risco para várias doenças ou distúrbios. Entre as doenças encontra-se: hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doenças cérebro vasculares, diabetes mellitus tipo II, câncer, osteoartrite, coledocolitíase. Entre os distúrbios encontra-se: distúrbios lipídicos, hipercolesterolêmia, diminuição de hdl ("colesterol bom"), aumento da insulina, intolerância à glicose, distúrbios menstruais/infertilidade, apnéia do sono. Pessoas com excesso de peso apresentam maior morbidade e maior mortalidade do que pessoas com peso normal. O risco de morte chega a ser 3x maior em obesos do que em pessoas com índice de massa corporal (IMC) normal.
O excesso de gordura corporal não provoca sinais e sintomas diretos, salvo quando atingem valores extremos, independente da severidade, o paciente apresenta importantes limitações estéticas.
Segundo pesquisas realizadas pela União Internacional de Combate ao Câncer (UICC), 30% dos casos de câncer em países ocidentais se dá por causa da obesidade pela combinação de má alimentação com o sedentarismo; nesta pesquisa a obesidade ocupa o segundo lugar entre as prováveis causas de câncer, perdendo apenas para o cigarro. Explica-se que quanto maior a duplicação de células, maiores as chances de ocasionar algum erro na célula ocasionando uma célula maligna, e que esses hormônios adicionais leva uma rápida reprodução das células e também que quanto mais células de gordura no corpo, mais chances têm dessa gordura manter os agentes que causam o câncer escondidos e assim levar ao desenvolvimento da doença. Outros profissionais da saúde citam também outros malefícios que a obesidade pode levar, entre a já citadas a também: síndrome metabólica, colesterol alto, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, arritmias, avc, trombose venosa, demência, doença do refluxo gastro-esofágico, câncer de esôfago, cólon, rins, fígado, pâncreas e linfoma - osteoartrite e lesões articulares, principalmente joelhos, glomerulonefrite e síndrome nefrótica (doença das células renais).
Segundo Flarherty (1995) “Pacientes obesos emocionalmente instáveis podem experienciar aumento na ansiedade e depressão quando fazem dietas. Portanto, o obeso apresenta aspectos emocionais e psicológicos identificados como causadores ou conseqüências ou retroalimentadores da sua condição de obeso, concomitante a uma condição clínica e educacional alterada.”
A obesidade central é a que traz maior risco de doenças cardiovasculares e morte precoce. O acúmulo de gordura na região abdominal da origem a gordura visceral, que é o excesso de gordura em volta dos órgãos. O acúmulo de gordura nas coxas e quadris oferece menor risco, pois apresenta menor acometimento dos órgãos internos. É o corpo em forma de maçã versus o corpo em forma de pêra, citado já neste estudo
Sendo essas diversas doenças e distúrbios que os obesos encontram como risco faz com que eles tenham uma diminuição muito importante da sua expectativa de vida, e especialmente quando são portadores de obesidade mórbida.
Segundo Herman e Mack (1975) os primeiros observam que a participação em um tratamento para emagrecer leva ao estresse psicológico.
Enquanto Stunkard e Rush (1974) concluem que procedimentos para a redução de peso podem ocasionar níveis clínicos de depressão provocados pelos esforços de resistir ao alimento.
Fonte: Monografia Obesidade x Atividade Física, por Maurelio Roque Cosendey e Marckson Vinicio Martins de Oliveira (2009).
digo por passagem que não estou com Obesidade da Pera, nem da Maçã...to com Obesidade da JACA!
ResponderExcluirrsrsr...parabéns pelo blog, muito informativo!
bem legal o blog manda muitas informaçoes,vou ver mais vezes
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